Inteligência Artificial e Ética na Educação e no Mundo do Trabalho

         É inegável que hoje, a Inteligência Artificial já faz parte de nosso cotidiano. Cada vez mais, praticamente em todos os processos humanos, principalmente nos últimos três a quatro anos, em que a IA se consolidou, ela já é parte de nossas produções e interações, ainda que inconsciente para uma parte da população sem acesso ou desligada do assunto, a IA se torna absoluta praticamente em tudo hoje. A IA é uma tecnologia disruptiva, ou seja, quebra paradigmas e poderá nos levar a outro patamar evolutivo, como aconteceu com algumas tecnologias do passado, desde a revolução industrial.

Mas, a pergunta fundamental é: Como nós seres humanos ou como nós, população da aldeia global iremos lidar com uma tecnologia tão poderosa, que certamente fará a diferença entre sucesso e fracasso? Ou pior, como vamos conseguir mitigar os impulsos nefastos de uma elite mundial na busca pelo controle e poder absolutos tendo essa nova tecnologia como o diferencial regente na escalada de disputa pelo poder?

É algo que realmente assusta, pois a ética de sua aplicação nos processos humanos ou nas relações de trabalho entram em choque com os desígnios educativos que esperamos em nosso processo evolutivo. O que esperar de pessoas que dependem da IA para tudo? Ou o que esperar de um mundo baseado em decisões artificiais? Será que nosso futuro será condenado a uma população de meros “prompters” renegando a história humana mediante a dependência das máquinas?






Mediante os infortúnios de uma nova tecnologia, a história nos ensina que nós sempre nos adaptamos a tudo e sempre fomos soberanos no enfrentamento ao mau uso de uma tecnologia. Claro, existe o tempo de adaptação, de erros e acertos, mas sempre soubemos nos moldar a uma tecnologia nova e extrair o melhor dela. A IA também não fugirá a essa regra. A ética e os processos educativos permeiam a essência humana, desde nossos primórdios. A cooperação é o que nos fez sobreviver e o aprendizado, ainda que atravessado pelo caos reinará sempre mais adiante.

Os perigos que a IA oferece é diretamente proporcional às soluções que ela está nos dando e cabe a nós monitorar e vigiar para os tempos que o caos se instaurar, quando as máquinas acharem que estarão reinando. Nessa hora, teremos o poder de “puxar a tomada”.


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